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Mais uma modalidade de golpe no whatsapp mira contas Bancárias
Para se proteger, os usuários devem evitar abrir anexos suspeitos, mesmo que enviados por contatos conhecidos, desativar o download automático de arquivos no WhatsApp e não executar arquivos “.LNK” recebidos por Mensagens
19/10/2025 07h49
Por: Csa Stúdio Web Rádio Fonte: Gazeta dos vales Capelinha
Reprodução/Redes Sociais

Um novo vírus, identificado como Maverick, está se espalhando pelo WhatsApp Web e utilizando uma tela falsa para roubar senhas, dados bancários e outras credenciais. De acordo com a empresa de cibersegurança Kaspersky, o golpe já afetou 26 sites de bancos brasileiros, 6 corretoras de criptomoedas e uma plataforma de pagamento.
O Maverick apresenta semelhanças com o vírus bancário Coyote, detectado em 2024, e é considerado uma nova ameaça digital. A infecção começa quando o usuário recebe um arquivo compactado, contendo um arquivo do tipo “.LNK”, que não é bloqueado pela plataforma. Ao executar o arquivo, o vírus se instala e passa a se propagar automaticamente, enviando mensagens maliciosas aos contatos da vítima pelo WhatsApp Web.
Segundo a Kaspersky, em apenas 10 dias de outubro, foram registradas 62 mil tentativas de infecção no Brasil. O vírus é programado para atuar exclusivamente em computadores brasileiros, verificando fatores como fuso horário, idioma e formato de data. Outra empresa de cibersegurança, a Sophos, observou que os arquivos ZIP usados no golpe possuem nomes com caracteres típicos do português, como a letra “ç”, e que o código malicioso contém comentários escritos no idioma.
O Maverick é um trojan bancário com controle total sobre o computador infectado. Ele é capaz de capturar telas, registrar teclas digitadas, controlar mouse e teclado remotamente e sobrepor janelas falsas de bancos para capturar senhas. O vírus também pode encerrar processos e manipular janelas abertas, comprometendo completamente o sistema do usuário.
Quem já foi infectado deve apagar imediatamente os arquivos baixados, pois o vírus permanece ativo e monitora o computador toda vez que ele é ligado. Especialistas alertam que a remoção completa pode exigir o uso de ferramentas antivírus atualizadas e, em alguns casos, a reinstalação do sistema operacional.
Para se proteger, os usuários devem evitar abrir anexos suspeitos, mesmo que enviados por contatos conhecidos, desativar o download automático de arquivos no WhatsApp e não executar arquivos “.LNK” recebidos por mensagens.