Em Turmalina, a suspensão temporária do transporte escolar urbano que atende a Escola Lauro Machado, válida entre os dias 24 e 28 de novembro, tem causado forte repercussão entre moradores e pais de alunos. A medida foi anunciada pela Secretaria Municipal de Educação após uma série de ocorrências envolvendo danos e mau uso dos ônibus escolares, mesmo após reuniões de conscientização e assinatura de termos de compromisso por pais e responsáveis.
Segundo a Secretaria, a interrupção do serviço é uma ação emergencial voltada à preservação da segurança, da integridade dos veículos e dos próprios estudantes. O órgão também informou que, caso as situações de mau uso persistam, existe a possibilidade de ampliar a suspensão ou mantê-la por tempo indeterminado, o que aumentou a apreensão de famílias afetadas.
A decisão, entretanto, gerou críticas imediatas. Uma mãe, que preferiu não se identificar, relatou que seu filho de apenas 13 anos precisaria atravessar a BR para chegar à escola durante o período de suspensão, trajeto considerado extremamente perigoso devido ao intenso fluxo de veículos. “É muito arriscado. Não tem condição de uma criança fazer esse percurso sozinha”, afirmou, demonstrando indignação com a situação.
Parlamentares também foram pegos de surpresa com o comunicado. Vereadores ouvidos afirmam que a suspensão afeta diretamente famílias de bairros mais distantes, como o Prosperidade, onde muitos estudantes dependem exclusivamente do transporte escolar para chegar à unidade de ensino. Eles cobram diálogo e alternativas que não prejudiquem os alunos.
Moradores defendem que outras medidas poderiam ter sido tomadas antes da suspensão total do serviço, como a presença de monitores nos ônibus para evitar danos e garantir a disciplina durante o trajeto. A comunidade aguarda novos posicionamentos da Secretaria de Educação e da Secretaria de Transporte sobre possíveis soluções.