A água que chega às residências, fornecida pela COPANOR, apresenta aspecto sujo e com aparência incompatível com o consumo humano. Ainda assim, é essa a única água disponível para dezenas de famílias.
A redação do jornal tem recebido, de forma recorrente, relatos de moradores denunciando a qualidade da água distribuída na comunidade.
Entre os moradores que procuraram a redação está Nicolas Alves, que relatou a necessidade de utilizar essa água no preparo de alimentos por não haver outra alternativa disponível. A situação expõe uma realidade extrema, em que famílias são obrigadas a conviver diariamente com riscos à saúde para garantir o básico da sobrevivência.
Mas até hoje, com CENTENAS de relatos da região que já chegaram somente à nossa redação, quem já foi responsabilizado?
A água, direito fundamental e condição de dignidade, parece ter virado algo opcional.
Crianças, idosos, enfermos e pessoas em situação de maior vulnerabilidade estão diretamente expostos a possíveis consequências sanitárias.
O problema ultrapassa qualquer dificuldade operacional: trata-se de uma violação do direito ao acesso à água potável e a condições mínimas de dignidade humana.