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Jovem é perseguida e estuprada duas vezes por stalker em Bh
Jovem de 24 anos relata perseguição, ameaças e abusos mesmo após boletim de ocorrência e depoimentos à polícia; homem teria fingido ser policial para marcar encontro após descoberta de Investigação
15/06/2025 07h16
Por: Csa Stúdio Web Rádio Fonte: Itatiaia
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“A vontade de viver simplesmente foi embora.” Esse é o desabafo de Maria* — nome fictício, de 24 anos, que denuncia ter sido vítima de estupro, stalking e ameaça de morte duas vezes pelo mesmo homem que não conhece. Em entrevista à Itatiaia, nessa quarta-feira (11), a jovem relatou que, mesmo após denunciar o primeiro ataque à polícia, o agressor permaneceu em liberdade a perseguindo, o que possibilitou um segundo abuso sexual, ocorrido dois meses depois, em Belo Horizonte.
“Tenho medo o tempo todo. Mesmo quando racionalmente sei que estou segura, meu corpo me sabota. É um medo irracional, como se ele pudesse aparecer atrás de mim a qualquer momento”, contou a jovem, que precisou mudar sua vida enquanto o homem continua nas ruas.
Tudo começou em 31 de março, quando ocorreu o primeiro ataque. Maria conta que recebeu em casa um montador de móveis, identificado como Vinícius, para montar um guarda-roupa, após encontrar um anúncio no Facebook. Ela morava sozinha na capital mineira. “Após a conclusão do serviço, o autor, mediante grave ameaça e uso de arma branca, a conduziu ao quarto e manteve relação sexual não consentida com a vítima”, descreve o boletim de ocorrência que a reportagem teve acesso.
A vítima procurou o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde recebeu atendimento para casos de violência sexual. Lá, foi feito o registro inicial do depoimento, coleta de material genético e iniciado o protocolo de prevenção contra doenças e gravidez indesejada.
“Após o fato, ele passou a enviar mensagens de cunho íntimo e a procurar a vítima em diferentes locais, inclusive, na sua residência e próximo ao curso onde frequenta”, aponta o documento. Apenas quatro dias depois do estupro, em 4 de abril, o agressor voltou a entrar em contato, já usando outro número. Nas mensagens, afirmava estar próximo à casa da vítima e perguntava se ela tinha “algum outro móvel para montar”.
Em seguida, escreveu: “Estou esperando você aqui na porta” e perguntou: “Você não contou para ninguém, não?”. Mesmo após ser bloqueado, ele continuou a assediá-la: “Você é uma gostos*”.
Onze dias depois, Maria* prestou o primeiro depoimento na Polícia Civil. A partir daí, segundo ela, o agressor passou a segui-la nos locais que frequentava, observando sua rotina e se aproximando em diversas ocasiões. Além disso, ela disse que ele chegou a usar oito números diferentes para tentar retomar o contato.