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Dia dos Namorados: amor e companheirismo fortalecem tratamento de pacientes oncológicos no Ophir Loyola
Histórias de pacientes, familiares e servidores reforçam a importância do apoio emocional e da humanização durante o tratamento contra o câncer
12/06/2026 17h22
Por: Csa Stúdio Web Rádio Fonte: Secom Pará

Juntos celebrando o amor com uma cesta doada pela humanização do hospital para deixar esse momento mais marcante

Celebrado nesta quinta-feira (12), o Dia dos Namorados ganha um significado especial para pacientes, familiares e profissionais do Hospital Ophir Loyola (HOL). Entre as histórias que inspiram está a de Nonato Lima, de 62 anos, e Vilma Lima, casal que há 32 anos compartilha a vida, os desafios e a certeza de que o amor se fortalece nos momentos mais difíceis.

Moradores do bairro Águas Lindas, em Ananindeua, eles construíram uma família com dois filhos e hoje enfrentam juntos mais uma batalha: o tratamento oncológico de Nonato. Paciente da Unidade de Atendimento Imediato (UAI 2), ele está internado há mais de uma semana e faz questão de destacar a presença constante da esposa durante todo o processo.

A descoberta da doença ocorreu após complicações decorrentes de uma cirurgia de aneurisma. Dois meses após o procedimento, Nonato voltou a apresentar dores na garganta. Após investigação médica e realização de biópsia, recebeu o diagnóstico de câncer na garganta e foi encaminhado para tratamento especializado.

Companheirismo que fortalece

Durante o período de consultas, exames, cirurgias e sessões de radioterapia, Vilma permaneceu ao lado do marido. Para Nonato, a companheira é seu maior apoio.

“Ela nunca largou a minha mão. Foi um presente de Deus. Temos 32 anos juntos e nunca discutimos nem pensamos na possibilidade de nos separar. Sempre foi amor. Ela é a coisa que eu mais amo nesta vida”, afirmou.

O paciente destaca que o apoio da esposa tem sido fundamental para enfrentar o tratamento. “Ninguém espera passar por uma situação dessas. Só sabe quem vive isso. Se depender dela, ela não sai daqui enquanto eu não sair”, disse.

A dedicação de Vilma é reconhecida por pacientes e profissionais do hospital. Há cerca de 15 anos, ela decidiu interromper sua rotina de trabalho para dedicar mais tempo à família e, agora, acompanha integralmente o esposo durante a internação.

“Conheci ela quando tinha 18 anos e eu, 30. No início, minha família não aceitava muito bem nosso relacionamento, mas hoje todos a admiram pela dedicação que tem por mim e pela nossa família. Sou muito feliz. Ela é o maior presente que Deus me deu, junto com meus filhos”, relatou.

Em meio às lembranças da trajetória construída a dois, Nonato recorda uma promessa feita por Vilma ainda na juventude.

“Quando perdi minha mãe, ela me disse que cuidaria de mim dali em diante. Na época, nem acreditei, porque era muito jovem. Hoje, depois de 32 anos, seguimos juntos. Só peço a Deus mais saúde para continuar aproveitando a vida ao lado dela”, afirmou.

Além de reconhecer o papel da esposa, o paciente também agradece o acolhimento recebido no Hospital Ophir Loyola.

“Esse momento aproxima ainda mais a gente. Também sou muito grato pelo atendimento e pelo carinho que recebo de todos os profissionais. A equipe médica, de enfermagem e os demais profissionais fazem toda a diferença nesse processo”, destacou.

Amor que ressignifica a vida

Aos 52 anos, Alzinei Simor, servidor do Hospital Ophir Loyola há mais de 25 anos, também é exemplo de companheirismo e dedicação. Em abril de 2025, sua esposa, Dalmira Simor, de 57 anos, que também integra o quadro de servidores da instituição, foi diagnosticada com câncer de mama. Desde então, o casal passou a conciliar a rotina de trabalho com o tratamento oncológico.

Juntos há 32 anos, eles construíram uma história que começou ainda nos tempos de faculdade. “Começamos nossa história quando ela estava concluindo o curso de Serviço Social e eu iniciando a graduação em Enfermagem. Namoramos, noivamos e nos casamos no dia 26 de junho, data do aniversário dela. Hoje temos três filhos e um neto”, relembrou.

Diante do diagnóstico, Alzinei afirma que o momento trouxe novas reflexões sobre a vida, a família e o relacionamento construído ao longo de mais de três décadas.

“Eu costumo dizer que não devemos perguntar o porquê, mas sim para quê. Para que possamos ressignificar muitas coisas, as questões materiais, a família, nossa convivência enquanto casal e construirmos nossa história para além de um futuro desconhecido e incerto. Essa experiência ensina a valorizar o agora e a presença um do outro”, destacou.

Humanização e cuidado integral

Para o diretor clínico do Hospital Ophir Loyola, Dr. Fábio Araújo, histórias como as de Nonato, Vilma, Alzinei e Dalmira reforçam a importância do cuidado humanizado durante o tratamento oncológico.

“Do ponto de vista da gestão e da diretoria, iniciativas de humanização como essa refletem o compromisso institucional com a qualidade assistencial e com o cuidado integral ao paciente. Entendemos que o tratamento oncológico vai além dos procedimentos clínicos e terapêuticos, envolvendo também aspectos emocionais, sociais e familiares”, afirmou.

Segundo ele, a presença dos companheiros e familiares desempenha papel fundamental durante a jornada de tratamento.

“A presença e o apoio dos companheiros e familiares contribuem para o bem-estar do paciente, fortalecem sua confiança durante o tratamento e favorecem uma melhor adesão às condutas propostas pela equipe de saúde. Além disso, ações que promovem acolhimento e fortalecimento dos vínculos humanos impactam positivamente a experiência do paciente e reforçam a missão da instituição de oferecer uma assistência cada vez mais segura, humanizada e centrada na pessoa”, concluiu.

A iniciativa integra as ações de humanização desenvolvidas pelo Hospital Ophir Loyola e busca valorizar histórias de amor, companheirismo e apoio mútuo vivenciadas por pacientes, familiares e servidores da instituição.