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Paraná planta o futuro: distribuição de 668 mil mudas de Araucária reforçam símbolo do Estado
Programa Paraná Mais Verde, coordenado pelo Instituto Água e Terra, impulsiona a recuperação da espécie ameaçada e reforça compromisso ambiental d...
24/06/2026 13h11
Por: Csa Stúdio Web Rádio Fonte: Secom Paraná

O Paraná celebra nesta quarta-feira (24) o Dia Nacional da Araucária com um balanço bastante expressivo. Entre janeiro de 2019 e junho de 2026, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), distribuiu 668.286 mudas daAraucaria angustifolia, a árvore-símbolo do Estado. A iniciativa integra o programa de educação ambiental Paraná Mais Verde, presente na maioria dos municípios e em 19 viveiros florestais espalhados pelo Estado. Regulamentado pela Lei nº 20.738/21 , o programa visa a conscientização ambiental e o desenvolvimento sustentável no Paraná.

Gerente de Restauração Ambiental do IAT, o engenheiro agrônomo Mauro Scharnik explica que a Araucária, também conhecida como Pinheiro-do-Paraná, é uma espécie nativa da Mata Atlântica e caracteriza a fitofisionomia da Floresta Ombrófila Mista, como ícone paisagístico e cultural. O plantio atual, destaca ele, promove a manutenção da biodiversidade, o equilíbrio dos ecossistemas e a preservação da espécie nativa, um verdadeiro patrimônio paranaense.

“A distribuição de mais de 668 mil mudas de Araucária demonstra o compromisso do IAT com a recuperação da nossa floresta e a manutenção do símbolo do Paraná para as futuras gerações. É um trabalho contínuo que envolve ciência, dedicação e a participação da comunidade para garantir a perenidade dessa espécie tão emblemática", afirma.

Ele reforça que o Paraná Mais Verde mantém uma linha de ação prioritária de incentivo à produção e distribuição de mudas de espécies ameaçadas, como é o caso da Araucária. Desde a criação do programa, em 2019, a iniciativa já distribuiu mais de 13,5 milhões de mudas de espécies nativas em todo o Paraná. A produção ocorre em 19 viveiros do IAT, coordenados pelos escritórios regionais, e atende projetos de restauração ecológica e programas governamentais.

“Essa data visa destacar a importância dessa árvore nativa para o meio ambiente e a necessidade também de sua preservação. Desde 2019 foram mais de 660 mil mudas de Araucária distribuídas para atender projetos de reflorestamento e de recuperação de áreas degradadas também. Esses plantios contribuíram para a restauração dos nossos ecossistemas, auxiliando na recuperação de áreas desmatadas irregularmente e fortalecendo também a nossa biodiversidade”, explica Scharnik.

DISTRIBUIÇÃO DETALHADA– Os dados do IAT detalham a evolução anual da distribuição. Em 2019, foram 59.768 mudas. O volume subiu para 98.854 em 2020 e registrou 77.763, em 2021. O pico ocorreu em 2022, com 127.760 mudas entregues. Nos anos seguintes, o ritmo permaneceu robusto: 95.363 em 2023, 89.258 em 2024 e 95.864, em 2025. Até 18 de junho de 2026, o Estado já contabiliza 23.656 novas mudas. Os números refletem a consistência da política pública de proteção à espécie símbolo.

Para 2026, a estimativa de produção de mudas de Araucária é de cerca de 150 mil unidades, distribuídas por 12 viveiros florestais do IAT. Os escritórios regionais que receberam ou ainda vão receber as sementes neste ciclo incluem Curitiba (30 mil mudas), Irati (10 mil), Guarapuava (10 mil), Pitanga (10 mil), Ponta Grossa (20 mil), União da Vitória (20 mil), Ivaiporã (6 mil), Campo Mourão (5 mil), Pato Branco (10 mil), Francisco Beltrão (15 mil), Cascavel (12 mil) e Toledo (2 mil).

A distribuição à população é gratuita, conforme as diretrizes da Portaria IAT nº 291/25 . O cidadão pode fazer a solicitação online pelo Sistema de Gestão Ambiental (SGA), no site oficial do IAT .

“A preservação da araucária ultrapassa o valor simbólico. A espécie é crucial para a biodiversidade da Mata Atlântica. Suas sementes, os pinhões, servem de alimento para a fauna e possuem relevância econômica e cultural para comunidades locais, por isso o esforço contínuo do IAT para reverter esse declínio histórico”, diz Scharnik.