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‘Voar para servir’: veja como é a rotina de quem faz parte do Comando de Aviação da PM de SP
Profissionais do CAvPM contam como o preparo, o trabalho em equipe e a segurança são essenciais nas missões de resgate e salvamento
23/10/2026 13h09
Por: Csa Stúdio Web Rádio Fonte: Secom SP

O trabalho do piloto do Comando de Aviação da Polícia Militar (CAvPM) vai muito além de conduzir uma aeronave. A cada missão, eles precisam avaliar as condições da ocorrência, planejar o voo e garantir a segurança da tripulação e das pessoas atendidas. Neste 23 de outubro, Dia do Aviador, profissionais do helicóptero Águia, da Polícia Militar de São Paulo, contam os desafios e as responsabilidades de quem atua diariamente em operações de resgate e salvamento.

“Cada missão exige preparo, atenção e trabalho em equipe. Faço parte dessa rotina desde 2023, quando passei a atuar como copiloto do helicóptero Águia”, conta a tenente Larissa Aguiar.

Tenente Larissa Aguiar da PM. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

A preparação para as missões também envolve cuidados com a segurança de voo, que incluem o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como o macacão com tecido antichama, que oferece proteção em caso de acidente. Reuniões e orientações antes das missões também fazem parte dos cuidados adotados pela equipe, assim como a atenção às condições necessárias para a realização de cada voo.

O trabalho não se restringe aos pilotos e aos demais profissionais que estão a bordo das aeronaves. Mecânicos, médicos, enfermeiros e equipes de apoio em solo também são fundamentais para o funcionamento do serviço.

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Em 2026, o CAvPM completou 42 anos de atuação sob o lema “voar para servir”. Nos nove primeiros meses do ano, realizou 27 salvamentos terrestres, atendeu a 38 ocorrências de busca, realizou 419 resgates e fez oito remoções aeromédicas.

Tenente Larissa Aguiar da CAvPM. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

“Estar no ar é ter uma missão e um propósito. Quando decolamos, é porque alguém realmente precisa de nós”, afirma a tenente Larissa Aguiar. A vocação pela aviação surgiu quando ainda trabalhava no policiamento de rua e percebeu a importância do apoio aéreo nas ocorrências. Desde 2023, ela atua como copiloto do helicóptero Águia e participa diretamente das missões que antes acompanhava em solo.

O apoio aéreo é acionado em diferentes situações, desde o suporte às equipes policiais até o atendimento de resgates e salvamentos. A atuação do CAvPM abrange todo o Estado e inclui missões policiais, aeromédicas e de apoio a outras unidades.

“Ser aviador é uma vocação, uma honra e uma dádiva, porque temos a oportunidade de ajudar as pessoas e fazer a diferença na vida delas. Era um sonho de infância”, conta o capitão Marcelo Montenegro, que integra o CAvPM há 20 anos e pilota o Águia há 14.

Capitão Marcelo Montenegro do CAvPM. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

A responsabilidade aumenta diante das particularidades de cada ocorrência. A falta de informações sobre o local, a gravidade da situação e a quantidade de vítimas pode dificultar o planejamento da missão, especialmente quando é necessário pousar em áreas de difícil acesso.

“Quando temos uma ocorrência, sabemos que existe uma pessoa precisando da gente. Então, viramos uma chave e fazemos o nosso melhor, porque sabemos que nossa atuação pode fazer a diferença. Precisamos agir com rapidez, mas também com o máximo de precisão técnica para realizar o pouso com segurança e permitir o atendimento da vítima”, explica o capitão.

Mesmo diante da preocupação com quem precisa de ajuda, a equipe deve manter a atenção aos procedimentos técnicos e às condições do voo. A escolha do local de pouso e a segurança da tripulação e das vítimas são prioridades durante toda a operação.

Muitas vezes, a população percebe a presença do Águia apenas ao ouvir o som da aeronave, sem conhecer a preparação diária das equipes em solo e no ar.

“Por trás de cada missão, há profissionais que trabalham em conjunto para chegar aonde o socorro é necessário e oferecer atendimento no menor tempo possível, sempre com segurança”, completa o capitão.