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Mpf ajuizou ações civis por improbidade administrativa contra o prefeito de Água Boa

De acordo com as investigações, o primeiro caso envolve Everton Antônio de Oliveira, nomeado em 2021 para o cargo comissionado de chefe de departamento na Secretaria de Obras. Apesar de estar lotado na prefeitura, ele não comparecia ao local de trabalho nem desempenhava qualquer função Pública

Csa Stúdio Web Rádio
Por: Csa Stúdio Web Rádio Fonte: Gazeta dos vales Capelinha
15/10/2025 às 07h54
Mpf ajuizou ações civis por improbidade administrativa contra o prefeito de Água Boa
Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou, neste mês de outubro, ações civis por improbidade administrativa contra o prefeito de Água Boa, Orlando Cardoso, e servidores municipais, após apurações que revelaram o pagamento de salários a funcionários que não exerciam suas funções. As ações, denunciadas pelos vereadores Tenente Ildo e Vitoria Carolina, envolvem dois casos de supostos “funcionários fantasmas” que causaram prejuízo superior a R$ 200 mil aos cofres públicos.
De acordo com as investigações, o primeiro caso envolve Everton Antônio de Oliveira, nomeado em 2021 para o cargo comissionado de chefe de departamento na Secretaria de Obras. Apesar de estar lotado na prefeitura, ele não comparecia ao local de trabalho nem desempenhava qualquer função pública.
O inquérito revelou que, durante o período, ele residia e trabalhava em sua fazenda, localizada no distrito de Palmeiras do Resplendor, onde administrava atividades agropecuárias. Mesmo assim, recebeu regularmente salários que totalizaram R$ 97.340,08 até 2024. As apurações também revelaram que a nomeação de Everton teria motivações políticas.
O segundo caso apurado pelo MPMG envolve o servidor efetivo José Maria Ferreira, lotado na Secretaria de Agricultura como operador de máquinas. De acordo com a ação, ele não exercia suas atribuições desde o início de 2021, mas continuava a receber mensalmente o salário bruto de R$ 1.813,48, o que totalizou mais de R$ 109.840,87 pagos indevidamente ao longo de quatro anos.
Durante esse período, ele trabalhava no setor privado como motorista de transporte escolar, conduzindo uma van particular, com rota diária entre as comunidades rurais de Urupuca e Água Fria, em jornada média de três horas diárias. Segundo as apurações, a indicação para o cargo partiu do prefeito Orlando Cardoso e o mesmo autorizou que ele se ausentar do serviço para assumir essa função, mas recebendo o salário municipal.