
Leme do Prado enfrenta uma das fases mais críticas de sua história: rios secando, nascentes desaparecendo e famílias sofrendo com a escassez de água. Mesmo diante desse cenário alarmante, propostas essenciais para a segurança hídrica do município foram rejeitadas na Sessão Ordinária da Câmara Municipal, realizada em 08 de dezembro de 2025.
As emendas apresentadas pelo vereador José Carlindo tinham como objetivo a construção de barragens para captação de água da chuva e ações de preservação e recuperação de nascentes. Medidas simples, urgentes e estratégicas para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, garantir armazenamento de água e proteger fontes essenciais para a sobrevivência das famílias. Ainda assim, foram recusadas pela maioria dos parlamentares.
Votaram contra as propostas os vereadores Gregório Lemos (Podemos), Mecim de Zé de Nica (Podemos), Ana Maria (Podemos), Idelfoncio (PT) e Carlim da Olaria (PT). Para grande parte da população, a decisão demonstra insensibilidade diante da crise hídrica e desconexão com a realidade do Vale, que sofre ano após ano com estiagens severas e escassez de recursos hídricos.
Rejeitar a construção de barragens significa permitir que a água da chuva se perca, deixando o município ainda mais vulnerável durante o período seco. Negar a preservação das nascentes é comprometer as poucas fontes de vida que ainda resistem. Para especialistas, a decisão representa um atraso grave nas ações de adaptação climática e coloca em risco o abastecimento e a agricultura local.
O vereador José Carlindo reafirmou seu compromisso com a defesa das nascentes, a construção de barragens e políticas públicas voltadas à proteção ambiental. Ele agradeceu o apoio da vereadora Heloisa Enfermeira, do vereador Geraldo Maria e de Benedito Celestino (Benè). A população agora cobra responsabilidade e atenção dos representantes que votaram contra medidas tão importantes para o futuro de Leme do Prado.