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Retrospectiva 2025 - Governo do Maranhão conquista investimentos inéditos para recuperação de áreas degradadas e amplia ações sustentáveis em 2025

No conjunto de ações com maior destaque está expansão do Floresta Viva Maranhão, novas etapas do Maranhão Sem Queimadas, implantação do programa Ag...

Csa Stúdio Web Rádio
Por: Csa Stúdio Web Rádio Fonte: Secom Maranhão
19/12/2025 às 17h35
Retrospectiva 2025 - Governo do Maranhão conquista investimentos inéditos para recuperação de áreas degradadas e amplia ações sustentáveis em 2025
Foto: Reprodução/Secom Maranhão

Em 2025, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) consolidou avanços importantes na agenda ambiental do Maranhão. O estado ampliou programas estratégicos, reforçou o combate ao desmatamento e às queimadas, investiu na recuperação de áreas degradadas, valorizou comunidades tradicionais e fortaleceu a economia sustentável em todas as regiões.

Entre as ações de maior destaque estão a expansão do Floresta Viva Maranhão, as novas etapas do Maranhão Sem Queimadas, a implantação do programa Agentes Ambientais Comunitários e os resultados obtidos com a participação do estado na COP 30, onde o Maranhão apresentou iniciativas e captou novos investimentos para fortalecer sua política ambiental.

“Durante a primeira semana de COP30, apresentamos as diversas iniciativas do Governo do Maranhão para a preservação ambiental. São programas premiados nacionalmente, como o Paz no Campo e, internacionalmente, como o Terra para Elas. Também apresentamos o Floresta Viva. São programas que têm garantido resultados práticos e transformado a vida da nossa população. Também lançamos iniciativas novas, como o Bolsa Agente Ambiental Comunitário, para reforçar este trabalho. Todos os nossos programas foram muito bem recebidos e avaliados, e o resultado é que já garantimos R$ 900 milhões em recursos nacionais e internacionais para novos investimentos na preservação do meio ambiente no Maranhão”, pontuou o governador Carlos Brandão.

Protagonismo do Maranhão na COP 30

Durante a COP 30, o governo lançou o Programa Agentes Ambientais Comunitários, considerado um marco na valorização de povos tradicionais e originários. A iniciativa prevê 5 mil bolsas mensais de R$ 300,00, voltadas à formação em reflorestamento, agroecologia e conservação da água e do solo, fortalecendo o papel dessas comunidades na proteção das florestas.

Também foram anunciados três novos parques ecológicos: em Colinas, Pastos Bons e São Mateus, que receberão viveiros de mudas. Além disso, foi confirmada a implantação do Complexo de Atins, estrutura integrada ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que concentrará operações de segurança, atendimento ao visitante, apoio à saúde e um heliponto para emergências.

“O Maranhão saiu fortalecido da COP 30 com uma agenda repleta de avanços e novos compromissos. A Sema assume agora uma responsabilidade ainda maior na integração de políticas para restauração ambiental e desenvolvimento sustentável nas comunidades”, destacou o secretário Pedro Chagas.

Floresta Viva Maranhão: expansão e resultados

Lançado em 2024, o Floresta Viva Maranhão continua sendo um dos eixos centrais da recuperação ambiental do estado. O viveiro de São Bento, o maior viveiro público do Brasil, beneficia 100 famílias e tem capacidade para produzir 1 milhão de mudas por ano.


Em 2025, o programa ampliou seu alcance com a construção de um novo viveiro em Anajatuba, com capacidade para 130 mil mudas por ciclo, a venda de 48 mil mudas que geraram R$ 200 mil em receita e a doação de mais de duas toneladas de sementes para municípios maranhenses. Outro viveiro será instalado em Rosário, na comunidade Boa Vista. Em breve, os municípios de Colinas, Pastos Bons e São Mateus também receberão viveiros, que serão integrados com Parques Ambientais.

Para o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais, Pedro Chagas, iniciativas como o Floresta Viva reforçam a importância ecológica da região e a necessidade de conservar seus recursos naturais. “Uma característica marcante da região é a concentração de árvores de grande porte, o clima úmido e a diversidade de espécies vegetais que favorecem o reflorestamento de áreas degradadas, possibilitando o desenvolvimento ambiental e econômico. Além disso, o povoado escolhido para a implantação do primeiro viveiro é uma comunidade quilombola, o que traz um significado social e cultural ainda mais forte à iniciativa. A presença dessas comunidades tradicionais destaca a importância de valorizar o conhecimento local, fortalecer modos de vida sustentáveis e promover a inclusão social no processo de recuperação ambiental", enfatizou o secretário.

Maranhão Sem Queimadas: ações preventivas e resultados expressivos

O Governo do Maranhão também avançou com a 6ª edição do Maranhão Sem Queimadas, intensificando ações educativas, preventivas e operacionais em diversas cidades. As ações incluíram capacitação de brigadas municipais, entrega de equipamentos, orientação sobre o decreto que proíbe o uso do fogo na estiagem e blitz de conscientização sobre os danos ambientais, econômicos e de saúde.

Com isso, o estado alcançou resultados expressivos: 92 municípios atendidos, 35 brigadas formadas, 4 mil equipamentos entregues, 34 ações educativas e monitoramento via satélite 24h para emissão de alertas de fogo. “Firmamos parceria com 92 prefeituras este ano. Esse é um projeto que só existe com a participação das comunidades tradicionais, ribeirinhas e quilombolas, que recebem capacitação e atuam diretamente na prevenção”, destacou o governador Carlos Brandão.

Em 2025, mais uma vez, o Maranhão reforçou seu compromisso com a preservação ambiental e com o desenvolvimento sustentável, integrando ações sociais, produtivas e de proteção ao patrimônio natural do estado.


Educação ambiental em foco

Ao longo deste ano, o Governo do Maranhão ampliou as ações de educação ambiental com o Programa Conexão Ambiental, realizado entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025. A iniciativa estruturou planos municipais de gestão sustentável, beneficiou 30 municípios e alcançou mais de 10 mil pessoas em seminários com educadores, gestores e representantes da sociedade civil.

“O município conhece de perto sua realidade, dificuldades, necessidades e potencialidades, o Conexão Ambiental tem esse propósito de resguardar a autonomia local para levantar questões prioritárias e definir diretrizes para uma gestão de meio ambiente integrada”, ponderou o secretário do Meio Ambiente, Pedro Chagas.

Também houve mobilização em diversas cidades para apoiar a elaboração e adequação dos Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, incluindo seminários e capacitações dentro do Projeto Conexão Resíduos, voltado ao encerramento de lixões e à gestão sustentável dos resíduos.

“Devemos cumprir as diretrizes do Plano de Governo Maranhense 2023–2026, especialmente no Eixo 3 – Maranhão Sustentável, com foco na agenda de resíduos sólidos e no licenciamento ambiental, o que é fundamental para implementar o encerramento humanizado dos lixões e promover soluções sustentáveis, de acordo com os normativos ambientais”, informou a superintendente de Gestão de Resíduos da Sema, Laiana Linhares.

Outra ação de destaque foi a assinatura do acordo de cooperação para criação de um comitê interinstitucional que irá coordenar estratégias para eliminar lixões no estado, firmado durante o Encontro de Prefeitas e Prefeitos do Maranhão. “O desafio de erradicar lixões é imenso, e criar as condições necessárias maior ainda", disse o secretário estadual do Meio Ambiente, Pedro Chagas. Segundo ele, celebrar o acordo no Encontro de Prefeitas e Prefeitos mostra que o meio ambiente é parte estratégica do processo de desenvolvimento do estado. "O encontro também é uma oportunidade para os gestores municipais apresentarem suas demandas e prioridades, para que possamos trabalhar juntos”, ressaltou.


Conservação da biodiversidade

Na agenda de biodiversidade, o Governo avançou com o Programa Copaíbas, parceria entre o Estado, Ministério Público do Maranhão (MPMA), Internacional da Noruega para Clima e Florestas (ICFI) e Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), com foco em combater o desmatamento, conservar florestas e fortalecer comunidades tradicionais e povos indígenas.

Em 2025, começou o processo de reconhecimento das comunidades tradicionais do Parque Estadual de Mirador e a eleição de representantes para o Conselho Consultivo (Conpem). O ano também marcou a publicação da primeira lista de espécies de vertebrados ameaçadas de extinção do território Meio Norte, resultado das ações do Plano de Ação Territorial (PAT Meio Norte).