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TRE julga na próxima quarta-feira, 2 de julho, caso do Prefeito de Água Boa

O prefeito enfrenta acusação de abuso de poder econômico nas eleições de 2024

Csa Stúdio Web Rádio
Por: Csa Stúdio Web Rádio Fonte: Gazeta dos vales Capelinha
26/06/2025 às 07h59
TRE julga na próxima quarta-feira, 2 de julho, caso do Prefeito de Água Boa
Reprodução/SiteGazetadosVales

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) julgará na proxima quarta-feira, 2 de julho, o destino do prefeito de Água Boa, Orlando Cardoso Pereira (Zola), e do vice-prefeito, Leandro Keoma, acusados de compra de votos nas eleições de 2024. Esse julgamento, que acontece às 16h, pode resultar na cassação do mandato dos gestores.

Além deles, Edson Evaristo, Darli José e Edilson Rocha da Costa também serão julgados por serem acusados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de praticarem captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico.

A defesa dos recorrentes será conduzida pelos advogados, Bruno de Mendonça Pereira Cunha, José Sad Junior, Agnaldo Amaral Caldeira e Karinne Barbosa Caldeira. O relator do caso é um juiz federal, conforme consta na intimação emitida pelo TRE-MG nesta quarta-feira (25).

O caso começou com uma denúncia do MPE sobre compra de votos e abuso de poder econômico durante as eleições de 2024. A investigação revelou que João Vitor de Aguiar receberia R$ 100 mil para apoiar a campanha de Zola, sendo R$ 50 mil pagos antes da eleição, por meio de transferências feitas por Darli José e Edson Evaristo, cabos eleitorais de Zola, que depositaram R\$ 25 mil cada. João Vitor confirmou a negociação e afirmou que o restante do pagamento seria feito após as eleições, além de um salário mensal de R$ 5 mil caso Zola fosse eleito.

Além disso, eleitores como Carlos Antônio Pereira e Sérgio Emanuel Lopes foram abordados com ofertas de R$ 2 mil para trocar adesivos de seus veículos e garantir votos para Zola. A defesa tentou justificar os pagamentos como um empréstimo, mas sem apresentar provas documentais.

A defesa dos acusados alegou fraqueza nas provas e contradições nos depoimentos. No entanto, a PRE analisou o caso e concluiu que as provas eram suficientes para confirmar as Condenações.