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Pedido de vista adia definição sobre mandato de Zola, que já conta com três votos Favoráveis

Três votos a favor do recurso reacendem esperanças do atual gestor de Água Boa

Csa Stúdio Web Rádio
Por: Csa Stúdio Web Rádio Fonte: Gazeta dos vales Capelinha
03/07/2025 às 07h46 Atualizada em 03/07/2025 às 08h09
Pedido de vista adia definição sobre mandato de Zola, que já conta com três votos Favoráveis
Reprodução/SiteGazetadosVales

O recurso do prefeito de Água Boa, Orlando Cardoso Pereira, o Zola, foi votado nesta quarta-feira, 02 de julho, e já conta com três votos favoráveis entre os seis desembargadores que participam da votação. A defesa de Zola tenta reverter a sentença de cassação do diploma, proferida em dezembro de 2024, por abuso de poder econômico e compra de votos durante as eleições municipais.
A votação do recurso foi interrompida após pedido de vista de um dos membros do tribunal, e o julgamento foi adiado para o próximo dia 15 de julho. Até o momento, três desembargadores manifestaram-se a favor da argumentação da defesa, de que não há provas suficientes para sustentar a cassação. Segundo os desembargadores favoraveis, as provas não eram robustas o bastante para que os fizessem votar em desfavor de Zola. O relator do caso foi o único a votar contra o recurso. Caso ocorra empate, ou seja, se os dois votos restantes forem contrários ao prefeito, a decisão final caberá ao presidente da Corte, que terá o voto de minerva.
Zola e seu vice, Leandro Keoma, tiveram os mandatos cassados em primeira instância após o juiz eleitoral da comarca de Capelinha considerar procedente a denúncia de compra de votos. Segundo a acusação, o então candidato à reeleição teria oferecido dinheiro a eleitores em troca de apoio, além de pagar R$ 50 mil a um influenciador político da zona rural para garantir seu apoio público. Os atos foram considerados graves, com potencial para comprometer a legitimidade do pleito.
Agora, a expectativa gira em torno da retomada do julgamento, que promete ser decisivo para o futuro político de Zola. Com três votos já a seu favor, o prefeito ainda depende de ao menos mais um voto para evitar que o presidente da Corte decida o resultado. Caso a cassação seja mantida, novas eleições em Água Boa podem ser convocadas.