
Os professores da rede pública de Sergipe que ainda não responderam ao formulário da Escuta Nacional de Professores e Professoras da Educação Básica sobre Formação Continuada têm a chance de contribuir até o dia 29 de junho. O preenchimento pode ser feito por meio do link e dura, em média, cerca de 15 minutos. As respostas são anônimas.
Deverão participar professores que, em 2025, atuaram na Educação Infantil, no Ensino Fundamental ou no Ensino Médio da rede pública. O questionário é composto de três blocos: o primeiro reúne questões relativas ao seu perfil docente, ao percurso formativo e ao contexto de atuação; o segundo aborda suas motivações, condições e barreiras para participar de ações de formação continuada; e o terceiro trata das suas preferências e necessidades relacionadas à formação continuada.
A coordenadora de Educação a Distância, Formação e Tecnologias Educacionais (Cefor) da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Clotildes Farias de Sousa, considera a consulta bastante relevante, pois, ao preencher e enviar o questionário, os professores sergipanos passam a integrar um movimento nacional favorável à educação pública. “Precisamos marcar nosso lugar no debate educacional brasileiro, com indicação dos temas que realmente importam ao nosso aprender e fazer docente. Mais que uma chamada institucional do Ministério da Educação, a consulta é um direito incontestável na organização de ofertas de percursos formativos. Os profissionais da educação de Sergipe têm qualificação técnica suficiente para indicação dos problemas escolares a serem transformados em objetos de estudos, evidentemente.
O presidente da Undime/SE e DME de Estância, João Luiz Dória, informa que, quanto mais os professores responderem, mais a chance de o Plano Nacional de Formação Continuada corresponder a uma política que dialogue com as necessidades reais das escolas. “Sergipe é um dos estados que ainda não atingiu o percentual mínimo de questionários respondidos. Falta pouco, e vamos mobilizar nossas redes de professores para que possamos contribuir no fortalecimento da formação continuada no país”, destacou.
A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) busca subsidiar a criação da Política Nacional de Formação Continuada dos Profissionais da Educação Básica Pública, por meio da consulta pública e participação coletiva. Até o momento, 165.428 professores e diretores escolares já contribuíram com o questionário online.
O levantamento busca mapear como educadores avaliam a formação continuada, além de identificar as principais demandas formativas, prioridades e preferências dos profissionais da educação. As contribuições ajudarão o MEC a estruturar diretrizes e estratégias voltadas ao fortalecimento da formação ao longo da carreira docente.
Na prática, a formação continuada pode ocorrer por meio de cursos, oficinas, seminários e grupos de estudo, com diferentes durações e periodicidades. As atividades podem ser ofertadas tanto na modalidade presencial quanto à distância, de forma síncrona ou assíncrona, e conduzidas por formadores das próprias redes de ensino ou por universidades e instituições parceiras.
Nesse processo, o engajamento das redes de ensino é de extrema importância para ampliar a representatividade da escuta e consolidar uma base consistente de informações. A participação dos educadores fortalece a formulação de políticas públicas alinhadas às realidades dos territórios, das escolas e das comunidades escolares.
*Com informações do MEC