
Com obras espalhadas por todas as regiões, o Paraná ultrapassou a marca de 979,5 quilômetros de rodovias e estradas em concreto, consolidando o maior programa de pavimentação rígida do Brasil. Os investimentos já superam R$ 5,1 bilhões e contemplam desde grandes corredores logísticos estaduais até estradas rurais e novas ligações metropolitanas.
Os projetos são coordenados em sua maioria pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER-PR), mas também fazem parte do programa Estrada Boa, da Secretaria da Agricultura do Abastecimento (Seab), e se projetos da Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep).
"Muitas rodovias do Paraná precisavam de uma atenção especial, tanto para aumentar a segurança dos usuários quanto para reduzir os custos de quem depende delas para produzir e transportar riquezas", afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. "O Paraná é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e vem batendo recordes sucessivos no agronegócio e na indústria. Era preciso fazer um investimento à altura dessa força econômica. Por isso colocamos a infraestrutura como prioridade e buscamos as melhores soluções disponíveis para modernizar a malha viária do Estado".
"A opção pelo pavimento de concreto se mostrou uma decisão acertada. É uma tecnologia utilizada nos países mais desenvolvidos do mundo, com alta durabilidade, menor necessidade de manutenção e melhor desempenho em corredores de grande movimento”, acrescenta Ratinho Junior.
A maior parte do volume dos projetos está concentrada nas rodovias estaduais administradas pelo DER/PR. São 780,66 quilômetros de pavimento rígido distribuídos entre obras concluídas, em execução, licitadas e em fase de planejamento, com investimentos superiores a R$ 4,49 bilhões.
As intervenções abrangem diferentes regiões do Estado e incluem duplicações, restaurações e ampliações de capacidade em corredores estratégicos para o transporte de cargas, mobilidade regional e integração logística.
Entre os destaques está a PRC-280, no Sudoeste do Paraná, que abriga atualmente o maior trecho contínuo de rodovia em concreto do Brasil. São 142 quilômetros entre General Carneiro e Pato Branco , passando por municípios como Palmas, Clevelândia, Mariópolis e Vitorino.
A rodovia foi modernizada com a técnica whitetopping, método em que o pavimento de concreto é executado sobre a base asfáltica existente. Na PRC-280, o asfalto antigo passou por intervenções preparatórias antes da aplicação das placas de concreto, que variaram entre 22 e 28 centímetros de espessura ao longo do trecho.
A técnica oferece maior durabilidade do pavimento, redução da necessidade de manutenção e melhor desempenho em rodovias com tráfego intenso de veículos pesados. Além da PRC-280, o programa estadual contempla obras em importantes corredores rodoviários, como a PRC-466, entre Pitanga, Turvo e Palmeirinha ; a PR-412, entre Matinhos e Praia de Leste ; e a Rodovia dos Minérios (PR-092).
Atualmente, o Estado tem 189,78 quilômetros de obras concluídas em pavimento rígido, com investimentos de R$ 1,1 bilhão. Outros 329,05 quilômetros estão em execução, somando R$ 3,16 bilhões em investimentos.
Também há 40,09 quilômetros de obras licitadas aguardando ordem de serviço, incluindo a restauração com melhoramentos da PR-239/PR-317 entre Assis Chateaubriand e Toledo . Além disso, o Estado possui 25,41 quilômetros em fase de licitação, o que inclui os 11,8 quilômetros da duplicação do Contorno Sul de Maringá , entre a BR-376 e a PR-317.
Os 76,6 quilômetros da restauração da PR-463, entre Nova Esperança e Santo Inácio, também estão aptos a entrar em licitação. Além disso, já estão em projeto mais 131,53 quilômetros da pavimentação da PRC-487, entre Campo Mourão e Rio Muquilão, e da restauração e ampliação da PR-317, entre o Rio Paranapanema e Iguaraçu.
O secretário de Infraestrutura e Logística e diretor-presidente do DER/PR, Fernando Furiatti, destaca que o Paraná se tornou referência nacional na utilização da técnica. "O DER do Paraná se tornou uma referência nacional quanto a obras de restauração em concreto pela técnica whitetopping. A excelente qualidade do pavimento, o melhor custo-benefício e as vantagens ambientais fazem com que delegações de outros estados visitem o Paraná para conhecer de perto os resultados”, aponta.

ESTRADAS RURAIS– Além das rodovias estaduais, o Governo do Paraná também está levando o pavimento de concreto para o interior por meio do programa Estrada Boa, coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. O programa prevê a pavimentação de 389 estradas rurais em todas as regiões do Estado, e parte dessas intervenções utiliza a tecnologia do concreto para garantir maior durabilidade e reduzir custos de manutenção.
Uma das mais recentes obras anunciadas é a Estrada da Junqueira, em Guarapuava . Com 18,3 quilômetros de extensão e investimento superior a R$ 23,7 milhões, a via liga o bairro Jordão à Colônia Vitória, no distrito de Entre Rios, passando pela Serra da Junqueira. O convênio está em fase de formalização e a obra é considerada estratégica para a logística regional e o fortalecimento do turismo local.
Outra pavimentação importante é a da Estrada Rural Bairro Nova Igarapava, em Cornélio Procópio, que está em execução. Com 18 quilômetros de extensão e investimento de R$ 30,2 milhões, a obra fará a ligação até Santa Amélia, reduzindo em cerca de 30 quilômetros o deslocamento atualmente realizado por rotas alternativas pavimentadas.
A obra já teve a montagem da usina de concreto concluída, iniciou a construção do barracão de apoio, está com serviços de terraplenagem e marcação topográfica em andamento e realizou a primeira concretagem da base no início de junho.
Também integram o programa obras como a Estrada Genúncia e a Estrada Paranhos, em Floraí; as estradas rurais Piúna e Funda, em Nova Esperança; a Estrada Campo Novo, em Piên; a ligação entre o Distrito São Francisco e a Linha Alto Vitória, em Chopinzinho; a Estrada Passo Cuê, em Foz do Iguaçu; a Estrada Palmeirinha–Embaú, em Guarapuava; além de trechos rurais em Sengés, Turvo e Campo Mourão.
Somadas, as obras da Seab representam cerca de 152 quilômetros de estradas rurais em concreto e investimentos superiores a R$ 230 milhões.

CORREDORES METROPOLITANOS – Na Região Metropolitana de Curitiba, a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) conduz duas das maiores obras viárias atualmente em execução no Estado utilizando pavimento rígido. Juntas, elas acrescentam 35,5 quilômetros à malha de concreto paranaense e somam investimentos de aproximadamente R$ 448 milhões.
A mais avançada delas é a nova ligação rodoviária entre Mandirituba e São José dos Pinhais, considerada uma das intervenções mais importantes para a mobilidade metropolitana. Com 26 quilômetros de extensão, a obra já ultrapassou 80% de execução e foi projetada em concreto para garantir maior resistência ao tráfego intenso e menor necessidade de manutenção ao longo dos anos.
Outro grande empreendimento é o novo Corredor Metropolitano, que é o prolongamento da PR-423, com 9,5 quilômetros de extensão, ligando Curitiba e Fazenda Rio Grande até Araucária . A nova rodovia vai encurtar distâncias e criar uma alternativa de acesso entre o Interior do Estado e a Capital sem a necessidade de utilizar o Contorno Sul de Curitiba, atualmente um dos trechos com maior fluxo de veículos da região.
Considerada a maior obra viária dos últimos 30 anos na Região Metropolitana de Curitiba, a intervenção recebe investimento de R$ 336 milhões e integra um amplo pacote logístico voltado à melhoria da mobilidade e do transporte de cargas. O contrato já foi assinado e os primeiros meses são reservados para o licenciamento e desapropriações.
Para o diretor-presidente da Amep, Gilson Santos, a escolha pelo concreto acompanha o papel estratégico dessas ligações para o desenvolvimento metropolitano. "A Região Metropolitana de Curitiba concentra um intenso fluxo diário de pessoas, trabalhadores e mercadorias. Por isso, estamos implantando corredores preparados para suportar esse crescimento por décadas. O pavimento de concreto oferece mais durabilidade, segurança e eficiência operacional, além de reduzir a necessidade de intervenções futuras em vias fundamentais para a integração entre os municípios”, analisa.