
A 846ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Capelinha, realizada em 13 de julho, foi marcada por um forte embate entre vereadores e momentos de tensão durante o uso da palavra franca. O episódio começou quando o vereador Lívio Louzada afirmou que estaria sendo alvo de um grupo que, segundo ele, busca informações junto a advogados e outras pessoas para tentar encontrar fatos que possam comprometer sua imagem e até provocar uma eventual cassação de seu mandato.
Sem revelar quem seriam os envolvidos, Louzada disse que seguirá firme no exercício do mandato e que não teme qualquer tentativa de prejudicá-lo. Durante o pronunciamento, o parlamentar elevou o tom ao se referir ao suposto grupo como um "bando de vagabundos" e afirmou que também irá reunir provas para expor quem estaria por trás das ações, prometendo levar as informações ao plenário da Câmara.
As declarações provocaram reação imediata do vereador Daniel Domingues Cordeiro. Em sua fala, ele criticou o fato de Louzada ter feito acusações sem apresentar nomes, afirmando que isso abre espaço para interpretações equivocadas entre a população que acompanhava a sessão ao vivo. Daniel declarou que, se existem provas, elas devem ser apresentadas juntamente com a identificação dos responsáveis, e defendeu que ninguém seja alvo de acusações genéricas.
O clima esquentou ainda mais quando Louzada tentou interromper o pronunciamento de Daniel. Por determinação da presidência da Câmara, seu microfone foi desligado, permitindo que Daniel concluísse sua manifestação. O episódio transformou a sessão em um dos momentos mais tensos do Legislativo capelinhense neste ano e repercutiu entre os presentes e nas redes sociais.