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Três trabalhadores foram resgatados de duas carvoarias clandestinas em situação análoga à escravidão, em Carbonita, no Vale do Jequitinhonha, na terça-feira (22)

A ação foi realizada por Auditores-Fiscais do Trabalho de Montes Claros, após uma Denúncia

Csa Stúdio Web Rádio
Por: Csa Stúdio Web Rádio Fonte: Portal Corinto
25/09/2026 às 07h15
Três trabalhadores foram resgatados de duas carvoarias clandestinas em situação análoga à escravidão, em Carbonita, no Vale do Jequitinhonha, na terça-feira (22)
Reprodução/Redes Sociais

Três trabalhadores foram resgatados de duas carvoarias clandestinas em situação análoga à escravidão, em Carbonita, no Vale do Jequitinhonha, na terça-feira (22). A ação foi realizada por Auditores-Fiscais do Trabalho de Montes Claros, após uma denúncia.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os fiscais encontraram 12 fornos em funcionamento, sem estrutura adequada de apoio aos trabalhadores. No local, não havia água potável, banheiro, abrigo ou espaço destinado às refeições.


De acordo com o MTE, os trabalhadores levavam água de casa em garrafas plásticas, faziam as necessidades fisiológicas no mato e realizavam as refeições sentados no chão ou em troncos, sob árvores. As marmitas eram aquecidas em latas improvisadas ou sobre brasas.
A fiscalização também constatou que os trabalhadores não utilizavam equipamentos de proteção adequados. Eles usavam roupas comuns, calçados furados e luvas danificadas, além de permanecerem expostos à fumaça e ao calor dos fornos. Conforme o ministério, os rostos, mãos e braços estavam cobertos de fuligem.


Ainda segundo o MTE, os trabalhadores estavam sem registro formal, exames médicos e recolhimento de FGTS. Eles recebiam R$ 100 por dia trabalhado, sem remuneração referente a domingos e feriados.
O responsável pelas carvoarias foi notificado a interromper as atividades, regularizar os vínculos trabalhistas e pagar as verbas rescisórias e o FGTS. Os valores foram calculados pela fiscalização em aproximadamente R$ 22 mil, com prazo de 10 dias para pagamento.


Os trabalhadores resgatados terão direito a seis parcelas do Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado. O empregador também será autuado pelas irregularidades, e o relatório da fiscalização será encaminhado ao Ministério Público do Trabalho e a outros órgãos competentes.
Denúncias sobre possíveis situações de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas pelo Sistema Ipê, sem necessidade de identificação do denunciante.