
A poucos dias de ir às urnas, os moradores de municípios como Turmalina, Capelinha, Minas Novas e Veredinha vivenciam um cenário inédito nesta reta final de campanha eleitoral: as ruas, esquinas e praças — historicamente inundadas por pilhas de folhetos, panfletos e distribuações de “santinhos” — apresentam uma escassez incomum do material impresso.
Pela primeira vez em anos de disputas políticas na região, a população relata dificuldades para encontrar as tradicionais “colinhas” de papel contendo os números dos candidatos. O sumiço dos panfletos e a ausência dos militantes entregando o material nas abordagens de última hora acenderam um alerta generalizado entre os eleitores, que costumavam definir ou memorizar seus votos para os cargos proporcionais — especialmente para deputado estadual e federal — às vésperas do pleito.
Tradicionalmente, uma parcela significativa do eleitorado deixa a escolha de seus representantes no Legislativo para os dias derradeiros da campanha. Com a redução expressiva de santinhos circulando nas mãos do público ou distribuídos porta a porta, muitos cidadãos foram pegos de surpresa e relatam insegurança ao tentar montar a lista de candidatos que levarão até a urna.
Com isso, quem dependia de um santinho recolhido na rua para consultar os números na hora de digitar na urna precisará buscar soluções próprias. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite e recomenda o uso da “colinha” em papel manuscrita pelo próprio eleitor.
Enquanto o dia da votação se aproxima, a pergunta que ecoa pelas praças de Turmalina, Capelinha e cidades vizinhas é uma só: com o sumiço dos santinhos, a população conseguirá definir e anotas seus votos a tempo, ou veremos um salto nas abstenções e votos nulos para o Legislativo?