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Minas Novas completa 296 anos de uma trajetória extraordinária no coração do Vale do Jequitinhonha

Nascida no fervor do ciclo do ouro, a antiga Vila do Bom Sucesso do Fanado de Minas Novas carrega um passado grandioso que esteve muito perto de mudar o mapa do Brasil.

Csa Stúdio Web Rádio
Por: Csa Stúdio Web Rádio Fonte: Gazeta dos vales Capelinha
03/10/2026 às 07h52
Minas Novas completa 296 anos de uma trajetória extraordinária no coração do Vale do Jequitinhonha
Reprodução/Redes Sociais

Na sexta-feira, 2 de outubro de 2026, Minas Novas completou 296 anos de uma trajetória extraordinária no coração do Vale do Jequitinhonha.
Nascida no fervor do ciclo do ouro, a antiga Vila do Bom Sucesso do Fanado de Minas Novas carrega um passado grandioso que esteve muito perto de mudar o mapa do Brasil. 

No século XIX, no auge de sua riqueza mineral, Minas Novas viveu a ambição de se tornar a capital de um novo estado: a Província de Minas Novas. Símbolo dessa época de ouro, o majestoso Sobradão de quatro pavimentos, 59 janelas e 8 portas — construído em pau a pique em 1821 — é considerado por historiadores como o primeiro “arranha-céu” do país, edificado justamente para abrigar a sede do governo local.

Inicialmente pertencente ao governo baiano, a região foi incorporada a Minas Gerais por alvará real em 10 de maio de 1757 para conter o intenso contrabando de diamantes.
Um dos causos mais célebres conta que um padre português convenceu os fiéis a desmancharem a antiga Igreja de São Pedro para construir uma ponte de madeira sobre o sinuoso Rio Fanado. Concluída a obra, o vigário fugiu com todo o ouro da paróquia. Para completar o drama, as águas de fim de ano transbordaram e levaram a ponte embora, deixando o povo sem igreja, sem ponte e sem o tesouro.

Conhecida carinhosamente como a “Mãe do Vale do Jequitinhonha”, Minas Novas teve seu vasto território desmembrado ao longo dos séculos para dar origem a mais de 60 municípios.
Mais do que prédios históricos e lendas, sua maior força reside no povo e na cultura afro-brasileira. A Imperial Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e a centenária Festa do Rosário continuam a ressoar os tambores e cantos de fé e resistência que mantêm viva a alma da cidade.