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Polícia de SP faz operação contra desvio de valores em ações judiciais e bloqueia até R$ 3 milhões de investigados

Polícías Civil e Militar e Ministério Público cumprem seis mandados de busca e apreensão em Ribeirão e Altinópolis

Csa Stúdio Web Rádio
Por: Csa Stúdio Web Rádio Fonte: Secom SP
20/10/2026 às 19h59
Polícia de SP faz operação contra desvio de valores em ações judiciais e bloqueia até R$ 3 milhões de investigados
Os suspeitos são investigados por estelionato, inclusive contra idosos ou pessoas vulneráveis, falsidade documental, apropriação indébita e organização criminosa. Foto: Governo de SP

As Polícias Militar e Civil, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagraram nesta terça-feira (20) a Operação Libelo, que investiga suspeitas de desvio de valores de clientes em ações judiciais sobre serviços bancários em Ribeirão Preto e Altinópolis, no interior paulista.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, quatro em Ribeirão Preto e dois em Altinópolis, com apoio do 11º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 3 milhões.

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Durante as diligências, um homem foi preso em flagrante por tentativa de ocultação de provas. Nos locais foram apreendidos seis celulares, três notebooks, cartões de memória e documentos diversos.

Investigação

A investigação começou em Altinópolis após a identificação de um volume incomum de ações semelhantes conduzidas por um mesmo advogado. Os processos tratavam principalmente de empréstimos consignados, tarifas bancárias e inclusão indevida em cadastros de inadimplentes.

Segundo as apurações, mais de dois mil processos foram identificados na comarca, com mais de R$ 2 milhões levantados judicialmente. Alguns autores desconheciam a quantidade de ações em seus nomes e os valores recebidos, além de receberem valores bem menores que os depositados.

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As ações eram ajuizadas por advogados e posteriormente concentradas em um único patrono. Os créditos eram cedidos a empresas ligadas ao grupo, e os valores judiciais eram depositados na conta bancária do advogado, que fazia repasse parcelado aos clientes.

Os suspeitos são investigados por estelionato, inclusive contra idosos ou pessoas vulneráveis, falsidade documental, apropriação indébita e organização criminosa.

O nome da operação faz referência ao termo jurídico que designa a petição inicial de um processo judicial.