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Governo de SP assina contrato para implantação do Novo Centro Administrativo

PPP terá duração de 30 anos e prevê complexo para cerca de 22 mil servidores, restauro de 17 imóveis tombados, novo terminal de ônibus e requalific...

Csa Stúdio Web Rádio
Por: Csa Stúdio Web Rádio Fonte: Secom SP
23/10/2026 às 07h01
Governo de SP assina contrato para implantação do Novo Centro Administrativo
Foto: Reprodução/Secom SP

O Governo de São Paulo assinou nesta quinta-feira (22) o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) para implantação do novo Centro Administrativo Campos Elíseos, no centro da capital. Com investimentos estimados em R$ 6 bilhões e prazo de 30 anos, o projeto, que é um marco histórico para a requalificação urbana da região central, entra agora em uma nova etapa após a conclusão do processo licitatório.

O secretário de Projetos Estratégicos do Estado, Guilherme Afif Domingos, cuja pasta idealizou e coordena a iniciativa, destaca a importância do planejamento e da segurança jurídica em projetos dessa dimensão, capazes de transformar uma ideia em um compromisso de longo prazo. “A assinatura do contrato mostra que esse trabalho foi concluído e que temos condições de avançar para a execução, com responsabilidade e foco no interesse público”, ressaltou.

O contrato foi firmado com a Concessionária Novo Centro SP, vencedora do leilão realizado em 26 de fevereiro, na B3, que apresentou proposta de 9,62% de desconto sobre a contraprestação pública mensal máxima, fixada em R$ 76,6 milhões. A PPP foi estruturada pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), com apoio técnico da Companhia Paulista de Parcerias (CPP).

Para Felipe Mahana, diretor-presidente da Concessionária Novo Centro SP, o projeto retoma a antiga relação da cidade com a região central, reúne a estrutura administrativa do Estado em um único complexo, traz eficiência, cria condições para atrair novos negócios, estimula a ocupação na região, moradias e gerar empregos permanentes. Também prevê a recuperação de casarões e edifícios históricos, resgatando a memória da região e reconectando o Centro de São Paulo à sua história.

“Acreditamos que a presença contínua de pessoas vivendo, trabalhando e consumindo na região será um dos principais legados para a recuperação sustentável dos Campos Elíseos e de todo o Centro de São Paulo”, afirma Mahana.

O novo complexo reunirá cerca de 22 mil servidores estaduais atualmente distribuídos em quase 40 endereços da capital. O projeto prevê sete edifícios e dez torres para concentrar o gabinete do governador, secretarias e outros órgãos estaduais, além de teatro, auditórios, salas multiuso e outros espaços.

O projeto prevê ainda o restauro de 17 imóveis tombados, a ampliação em mais de 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel e 25 mil m² destinados a comércio e serviços. Também está prevista a construção de um novo terminal de ônibus, ampliando a integração da região central com o transporte público.

Os novos edifícios deverão obter certificação internacional LEED Gold e contarão com soluções de eficiência energética, térmica e ambiental. A estimativa é de geração de 38 mil empregos durante a fase de obras e de 2,8 mil vagas formais nas atividades de comércio e serviços.

Durante os 30 anos de concessão, o parceiro privado será responsável pela operação e manutenção do complexo, incluindo serviços de limpeza, segurança e conservação. A remuneração estará vinculada ao desempenho e ao cumprimento dos parâmetros estabelecidos no contrato.

O projeto arquitetônico foi escolhido por meio de concurso público nacional organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo (IAB-SP). A proposta vencedora é do escritório Ópera Quatro Arquitetura, responsável pela elaboração dos projetos básico e executivo.

A modelagem também passou por duas audiências públicas, realizadas em 2025, com mais de 80 manifestações, além de consulta pública que recebeu mais de 268 contribuições no mesmo ano.

Pesquisa do Datafolha com 1.564 entrevistados na capital apontou que 64% dos paulistanos consideram a mudança ótima ou boa. Entre moradores ou trabalhadores da região central, 83% disseram acreditar em melhora da segurança e 80%, da limpeza urbana.

Próximos passos

Após a assinatura do contrato, a primeira etapa será dedicada à elaboração dos planos da concessão, desenvolvimento dos projetos básico e executivo, obtenção das licenças e demais providências necessárias à implantação do empreendimento.

Ainda no primeiro ano estão previstos o início das intervenções no Terminal Luz, além das desapropriações previstas. No segundo ano, o cronograma contempla a conclusão dos estudos e projetos executivos, a entrega do Terminal Luz e o término das desapropriações e do reassentamento.

A partir do terceiro ano começam as obras das quadras 24 e 25, da urbanização e praça e das quadras 34, 46, 48 e 52. As primeiras entregas estão previstas para o quarto ano, quando também está programado o restauro dos imóveis tombados. A conclusão das demais quadras está prevista para o quinto ano.