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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou sete pessoas ligadas a uma rede clandestina de internação em Montes Claros por graves crimes cometidos contra pelo menos 15 Vítimas

Entre os acolhidos indefesos submetidos à estrutura criminosa estavam nove adolescentes e quatro mulheres diagnosticadas com transtornos Mentais.

Csa Stúdio Web Rádio
Por: Csa Stúdio Web Rádio Fonte: Publi_Cidades
23/10/2026 às 07h51
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou sete pessoas ligadas a uma rede clandestina de internação em Montes Claros por graves crimes cometidos contra pelo menos 15 Vítimas
Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou sete pessoas ligadas a uma rede clandestina de internação em Montes Claros por graves crimes cometidos contra pelo menos 15 vítimas entre os anos de 2023 e 2026. O grupo, liderado pelo proprietário das unidades e composto por coordenadoras, profissionais de saúde e vigilante, responde por organização criminosa, cárcere privado, tortura, estupro, importunação sexual e coação.
Entre os acolhidos indefesos submetidos à estrutura criminosa estavam nove adolescentes e quatro mulheres diagnosticadas com transtornos mentais. 

A investigação revelou um esquema ilegal alimentado, em muitos casos, por recursos públicos de municípios mineiros que custeavam internações compulsórias determinadas pela Justiça.

O MPMG enfatizou que o acolhimento forçado em comunidades terapêuticas é expressamente proibido por lei, uma vez que tais espaços só podem receber pacientes de forma voluntária. Além de não oferecerem acompanhamento técnico ou tratamento médico, os criminosos usavam as próprias ordens judiciais de forma fraudulenta para simular autorização para recapturar as vítimas que tentavam fugir. 

No interior dos estabelecimentos, os internos viviam sob um regime contínuo de privação de liberdade e violação de direitos humanos. As vítimas eram mantidas trancadas, desprovidas de seus documentos pessoais e impedidas de utilizar telefones, enquanto o contato com familiares era limitado a apenas uma vez por semana sob estrita vigilância.

A disciplina do local era imposta com extrema violência por meio do uso descontrolado de medicamentos psicotrópicos sem prescrição médica, contenção física em camas com faixas, agressões diárias e submissão a trabalho forçado. 
Aproveitando-se da vulnerabilidade, do isolamento total e da autoridade exercida sobre as acolhidas, o proprietário e líder do grupo valia-se do cárcere privado para cometer recorrentes abusos sexuais contra as internas.

As graves apurações do Ministério Público expõem a atuação ilegítima da rede e buscam a responsabilização criminal de todos os envolvidos nas torturas e violações cometidas dentro das instalações.