
O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol/MG) voltou a criticar a situação das delegacias do interior, desta vez em Capelinha, durante visita à cidade e à Delegacia Regional. Segundo o sindicato, a estrutura precária compromete seriamente o trabalho da Polícia Civil e representa risco à segurança da população.
O Sindpol apontou que a delegacia regional de Capelinha só mantém alguma organização graças à manutenção oferecida pela prefeitura, e que faltam recursos essenciais, como veículos 4x4 e rádios comunicadores nos carros da corporação. Além disso, há apenas 15 investigadores, 7 escrivães e 3 delegados, incluindo a delegada regional, para atender toda a demanda da região.
A situação se agrava na Delegacia de Mulheres, que não oferece atendimento adequado: há apenas uma escrivã para lidar com todos os casos, e a estrutura física e operacional é insuficiente para garantir o suporte necessário às vítimas. Na delegacia de plantão, apenas três investigadores estão lotados, e frequentemente é necessário deslocar um investigador para reforçar o atendimento de plantão.
O sindicato também denunciou que o acesso à unidade é difícil para crianças e idosos, e que os computadores disponíveis são antigos, com alguns ultrapassando 16 anos de uso, enquanto outros foram cedidos por órgãos diversos, já sem utilidade adequada, prejudicando as investigações criminais e o registro de ocorrências.
A diretora do Sindpol/MG, Vânia Correa, questionou a falta de investimentos e valorização da corporação e reforçou a necessidade de melhorias urgentes. “Como combater crimes sem estrutura, sem tecnologia e sem pessoal suficiente?”, destacou, reafirmando que a entidade continuará cobrando melhores condições de trabalho para a Polícia Civil em Capelinha e região.