
Durante um patrulhamento realizado pela Polícia Militar, uma guarnição flagrou um adolescente empinando uma bicicleta motorizada no bairro Piedade, em Capelinha. Ao receber ordem de parada, acompanhada de sinais sonoros e luminosos, o jovem desobedeceu e iniciou fuga pelas ruas da cidade.
Na tentativa de encerrar a perseguição de forma controlada, os militares utilizaram munição de impacto controlado (IMPO), disparos de elastômero previstos em protocolo para reduzir riscos coletivos. A medida, no entanto, gerou discussões entre moradores, com parte da população considerando exagero, enquanto outros apontam a necessidade de ações firmes diante de situações de perigo.
A fuga só terminou no bairro Maria Lúcia, quando o adolescente perdeu o controle em uma curva, invadiu a contramão e colidiu de frente com um carro que seguia normalmente. Ele sofreu ferimentos, foi socorrido ao Hospital São Vicente e, posteriormente, apreendido por ato infracional. A bicicleta motorizada foi recolhida ao pátio credenciado do Detran.
O caso reacendeu um debate recorrente em Capelinha e região: para muitos jovens, empinar bicicletas ou motos representa lazer e esporte; já para autoridades e críticos, a prática expõe a riscos não apenas quem a realiza, mas também terceiros, sendo responsável por acidentes, prejuízos e até mortes em vias públicas.