Em dia de Trump anunciar tarifas, Brasil teme novos Impactos
Evento na Casa Branca está marcado para 17h (horário de Brasília)
Publicado em 02/04/2025 11:13
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Sem conseguir avançar em negociações com os Estados Unidos na questão tarifária, o governo Lula aguarda o anúncio do ‘tarifaço’ de Donald Trump, nesta quarta-feira (2), para medir o impacto nas importações brasileiras. Além das taxas aplicadas recentemente sobre produtos de aço e alumínio, o Brasil teme que o anúncio de Washington gere um efeito cumulativo.

O anúncio está previsto para 17h (horário de Brasília), mas a expectativa do evento já desandou o ‘humor’ do mercado financeiro.

Dados do governo dos EUA mostram que o Brasil está entre os três maiores fornecedores de aço do país, com volume de vendas em US$ 2,66 bilhões em 2024, ao lado de México e Canadá. Outro setor brasileiro que pode ser afetado é o de autopeças, já que Trump insiste em taxar automóveis importados como forma de ‘proteger’ a tradicional indústria automobilística dos EUA. Em 2024, as exportações brasileiras de componentes para automóveis para os Estados Unidos atingiram US$ 1,3 bilhão.

Em uma tentativa de se antecipar às medidas, o Congresso brasileiro tenta aprovar uma lei de reciprocidade para produtos americanos, mas seu impacto ainda é incerto na balança comercial.

“Dia da Libertação”

Donald Trump prometeu que o anúncio de novas tarifas significa o “Dia da Libertação” para os Estados Unidos. Ele reúne integrantes do gabinete no jardim da Casa Branca logo após o fechamento da Bolsa de Nova York.

Na terça (1º), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, insistiu que as medidas alfandegárias terão efeito “imediato”.

Segundo a AFP, Trump cogita adotar tarifa única de 20% sobre todas as importações e ‘descontos’ preferenciais para determinados países.

Até o momento, no início do segundo mandato, Trump aumentou tarifas para produtos procedentes da China, para algumas cadeias do México e do Canadá e sobre aço e alumínio de qualquer origem.

Trump acredita que taxar estrangeiros levará ao “renascimento” da indústria americana. Mas, como destaca a AFP, o que pode ocorrer na prática é o aumento do risco de recessão à medida em que consumidores americanos são afetados pelo aumento de preços.

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